domingo, 17 de janeiro de 2010
sábado, 9 de janeiro de 2010
LARGO DO MACHADO
Ele já teve vários nomes. Do primeiro, “Lago do Suruí” (quando, no período de fundação da cidade do Rio de Janeiro, não passava de um pântano posteriormente aterrado), até o último, “Praça Duque de Caxias”, o local que liga os bairros de Laranjeiras, Flamengo e Catete terminou adotando aquele que seria a alcunha extra-oficial: Largo do Machado.
O nome nada tem a ver com o escritor Machado de Assis, que morou ali perto, na Rua do Catete, 206, antes de mudar-se para o Cosme Velho. Conta-se que, no Largo, um açougue ostentava na fachada um enorme machado de madeira, e o nome não só caiu na boca do povo, mas resistiu a várias tentativas oficiais de mudança.
É lá que, desde 1842 (ano do lançamento de sua pedra fundamental), ergue-se a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Glória. O projeto, idealizado pelos engenheiros Keller e Rivière, é semelhante ao da Igreja de St. Martin, em Londres.
Como curiosidade, o fato de que, ainda em 1720, o local era ocupado apenas por uma pequena capela, valorizado pelas frequentes visitas de Carlota Joaquina, que mandou reformá-la e acabou atraindo o interesse para a região.
Outro local histórico é o Colégio Estadual Amaro Cavalcanti, inaugurado em 1874 a pedido de Dom Pedro II. No alto de sua fachada, quatro estátuas representam a Ciência, a Agricultura, a Arte e a Indústria. O nome do colégio deve-se a Amaro Cavalcanti Soares de Brito (1851-1922), prefeito do então Distrito Federal (RJ) e Ministro do Supremo Tribunal Federal.
A fonte ornamental no meio da praça data de 1950. Erguendo-se sobre um pedestal no espelho dágua, a estátua em mármore Carrara da Imaculada Conceição é de autoria do escultor italiano Antonio Canova.
Foi doada pelo Vaticano ao Cardeal Arcoverde, e colocada pela Arquidiocese em comemoração ao centenário do dogma da Assunção. Antes dela, era o Monumento a Duque de Caxias (atualmente na praça de mesmo nome) que ornamentava o local.
Inaugurado em 1937, o cinema São Luiz mantém pouco ou nada de seus traços originais. O antigo palácio da sétima arte já sofreu uma demolição, que deu lugar a uma galeria e à divisão de seu espaço em duas salas, até chegar às quatro salas atuais.
A igreja, vista de dentro da galeria do cinema.
O local receberia várias alterações, como o projeto paisagístico de Bourle Marx nos anos 50, a chegada do Metrô e o projeto municipal Rio Cidade. Hoje, ainda que a presença cada vez maior de sem-tetos e a ocorrência de assaltos seja motivo para inúmeras críticas dos moradores, o Lardo do Machado é referência como espaço público. Lá, além dos tradicionais senhores jogando damas e cartas, dos religiosos oferecendo papéis e das crianças que se divertem nos brinquedos, com frequência são realizadas feiras e espetáculos musicais.
Fontes: Site Bairro do Catete
Site da Prefeitura do Rio de Janeiro
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
CENTRO CULTURAL DA JUSTIÇA FEDERAL
Antiga sede do Supremo Tribunal Federal, o lindo prédio localizado na Cinelândia (Av. Rio Branco, 241) começou a ser construído em 1905, na gestão Pereira Passos, como parte do projeto de reformulação da cidade do Rio de Janeiro, e inaugurado em 1909. Inicialmente a construção foi destinada à Mitra Arquiepiscopal, e seu projeto se deve ao arquiteto Adolpho Morales de Los Rios.
De acordo com o site oficial, na fachada "predominam elementos do classicismo francês. As portas, ricas em detalhes referentes à Justiça, foram talhadas pelo artista português Manoel Ferreira Tunes. A escadaria em mármore de Carrara e ferro trabalhado revela o gosto art nouveau. As janelas retangulares lembram as góticas e as balaustradas remetem ao Renascimento Francês".
Ainda segundo o site, "A Sala de Sessões, o espaço mais suntuoso do edifício, conserva o assoalho original de peroba e pau-roxo. Nas paredes laterais, há retratos pintados de juristas de vários períodos
históricos. Possui belíssimos vitrais confeccionados pela Casa Conrado Sogenith, de São Paulo".
(Fotos: M.C.O.)
De acordo com o site oficial, na fachada "predominam elementos do classicismo francês. As portas, ricas em detalhes referentes à Justiça, foram talhadas pelo artista português Manoel Ferreira Tunes. A escadaria em mármore de Carrara e ferro trabalhado revela o gosto art nouveau. As janelas retangulares lembram as góticas e as balaustradas remetem ao Renascimento Francês".
Ainda segundo o site, "A Sala de Sessões, o espaço mais suntuoso do edifício, conserva o assoalho original de peroba e pau-roxo. Nas paredes laterais, há retratos pintados de juristas de vários períodos
históricos. Possui belíssimos vitrais confeccionados pela Casa Conrado Sogenith, de São Paulo".
(Fotos: M.C.O.)
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